- Microfone cardioide dinâmico de qualidade profissional com desempenho similar ao condensador de estúdio
- O som clássico de vozes de rádio FM com caráter sônico suave, natural e controlado
- O design Variable-D e o filtro de pop interno resistente são excelentes para trabalho de voz fechado, enquanto um elemen…
No mundo do áudio, a consistência é a chave-mestra para o profissionalismo. Se você é um apresentador de rádio, podcaster ou locutor, a última coisa que deseja é que o tom da sua voz mude drasticamente a cada movimento de cabeça.
Infelizmente, esse é o dilema que atormenta quase todos os microfones cardióides: o temido Efeito de Proximidade.
É aqui que entra uma lenda viva do áudio. Um microfone projetado nos anos 60, mas que continua sendo o padrão dourado nas cabines de rádio e nos estúdios de podcast de elite em todo o mundo. Não é o microfone mais chamativo, mas é de longe o mais perdoador e consistente: o Electro-Voice RE20 (uso 1).
O Electro-Voice RE20 é um microfone dinâmico de broadcast que revolucionou a indústria com uma inovação tecnológica singular, patenteada pela EV, que resolve o problema do Efeito de Proximidade na fonte. Essa inovação é a tecnologia Variable-D®.
Este artigo é um mergulho profundo no porquê de o Electro-Voice RE20 (uso 2) ter resistido ao teste do tempo por mais de 50 anos, tornando-se o microfone de escolha para ícones de rádio, engenheiros de bateria e qualquer um que exija um som presente e limpo sem o risco de mudanças tonais abruptas. Vamos explorar a ciência por trás de sua magia, a melhor forma de utilizá-lo e o que o torna um investimento inigualável em seu equipamento de áudio.
1. O Legado de 50 Anos: A História e a Missão do RE20
Lançado pela Electro-Voice em 1968, o RE20 foi o resultado de um esforço para criar um microfone que pudesse ser usado com a flexibilidade de um microfone omnidirecional, mas com a capacidade de rejeição de ruído de um microfone cardioide. Antes do Electro-Voice RE20 (uso 3), os microfones direcionais de rádio eram notoriamente difíceis de usar: se o apresentador se afastasse 10 centímetros, o grave desaparecia; se ele se aproximasse demais, o som ficava excessivamente “gordo” e indistinto.
O RE20 nasceu para resolver essa inconsistência. Ele é um microfone dinâmico com um diafragma grande, conhecido por sua construção robusta, seu chassi de aço inoxidável e seu som neutro e quente. Ele rapidamente se tornou o pilar das maiores redes de rádio, desde o National Public Radio (NPR) nos EUA até estúdios de gravação de alto nível.
O que define sua categoria:
- Dinâmico XLR: Ele é um microfone XLR profissional, o que significa que, como seu concorrente direto Shure SM7B, ele exige uma interface de áudio ou um mixer para operar.
- Aplicações: Embora seja sinônimo de voz e broadcast, o Electro-Voice RE20 (uso 4) também é um dos microfones mais versáteis do estúdio, sendo um favorito em metais (trompetes, saxofones) e bumbo (kick drum) pela sua clareza e incrível tolerância a altos níveis de pressão sonora (SPL).

2. A Tecnologia Variável-D®: O Diferencial que Ignora as Regras da Física
Para entender por que o Electro-Voice RE20 é tão especial, primeiro precisamos entender o que ele está consertando.
O Efeito de Proximidade
Quase todos os microfones direcionais (cardioides, hipercardioides, etc.) sofrem do Efeito de Proximidade. Este é o fenômeno físico onde a resposta de frequência do microfone, especificamente o aumento das frequências graves (bass), é exagerada quando a fonte sonora (sua boca) está muito próxima da cápsula.
- Problema: Se você se afastar 10 cm, sua voz soa fina. Se você se aproximar, sua voz fica grossa e embolada. Isso é ótimo para vocalistas que usam esse efeito dramaticamente, mas é péssimo para um apresentador de rádio que precisa de uma tonalidade consistente.
A Magia da Variável-D®
A tecnologia Variable-D®, patenteada pela Electro-Voice, é o grande trunfo do Electro-Voice RE20 (uso 5). Ela usa um design acústico engenhoso na parte de trás da cápsula para compensar o Efeito de Proximidade.
Em vez de ter apenas um ponto de entrada de som traseiro (como a maioria dos cardióides), a cápsula do Electro-Voice RE20 tem vários orifícios de rejeição. Esses orifícios de rejeição de som estão posicionados em distâncias diferentes da cápsula e ligados a tubos internos. Ao calibrar esses caminhos acústicos de forma precisa, o microfone é capaz de manter uma resposta de baixa frequência (graves) consistente em uma ampla faixa de distância.
O Resultado Prático:
Você pode falar a 5 centímetros de distância ou a 30 centímetros de distância. A resposta de frequência do seu grave será praticamente a mesma. Isso transforma o Electro-Voice RE20 de um microfone de estúdio em uma ferramenta de consistência para broadcast, onde o apresentador tem a liberdade de se mover e interagir sem que o engenheiro de áudio precise constantemente ajustar o EQ.

3. Os Detalhes do Design: Construção e Filtros
Além do Variable-D®, o Electro-Voice RE20 (uso 6) é conhecido por uma série de recursos de design que o solidificaram como um ícone.
Construção e Durabilidade
O chassi é uma peça de aço robusta. O microfone é grande, pesado e durável – uma verdadeira peça de hardware de estúdio, construído para resistir a décadas de uso em ambientes profissionais exigentes.
Filtros e Switches
O Electro-Voice RE20 possui um switch de Bass Roll-off (ou High-Pass) em sua lateral.
- Função: Este filtro corta as frequências graves (baixas).
- Uso: É útil para remover ruídos sub-graves indesejados (como o zumbido do ar-condicionado ou o barulho de passos) que podem ser capturados pelo microfone, mesmo com seu excelente isolamento. O uso desse Filtro High-Pass ajuda a limpar o sinal, embora para a voz de rádio, a maioria dos usuários o mantenha desligado para preservar os graves ricos do RE20.
Pop Filter e Shock Mount Internos
- Pop Filter: O microfone possui um filtro interno de tela para atenuar plosivos (“P” e “B”), sendo bastante eficaz para a maioria das aplicações. No entanto, por ter uma grelha mais aberta que outros microfones de broadcast (como o Rode Procaster), alguns usuários de voz-over que falam muito perto do microfone ainda preferem um pop filter externo de espuma para a proteção final.
- Shock Mount: A cápsula do microfone é montada internamente de forma pneumática para reduzir a transmissão de ruídos de manuseio e vibrações. Embora este sistema interno seja robusto, para estúdios profissionais que exigem isolamento máximo de ruídos de mesa, o Shock Mount Externo EV 309A é altamente recomendado. (Monetização: Este é o acessório ideal para quem compra o RE20).
4. O Desafio do Ganho (A Fome Oculta)
Assim como o Shure SM7B e o Rode Procaster, o Electro-Voice RE20 (uso 7) é um microfone dinâmico de baixa sensibilidade. Ele precisa de muito ganho limpo para atingir o volume ideal de gravação (cerca de -12dB a -6dB).
A Regra Prática:
Embora o RE20 seja ligeiramente menos “gain hungry” que o SM7B, a regra de ouro do broadcast ainda se aplica:
- Não confie no ganho máximo da sua interface de áudio: Colocar o ganho em 90-100% fará com que o Pré-amplificador da sua interface comece a introduzir chiado (noise floor).
- A Solução é um Booster de Sinal: Para obter o volume ideal com um piso de ruído zero, a melhor prática é usar um pré-amplificador inline, como o Cloudlifter CL-1 ou o FetHead.
O Electro-Voice RE20 (uso 8) usa o Phantom Power (+48V) da sua interface para alimentar o Cloudlifter/FetHead, que adiciona +20dB a +25dB de ganho perfeitamente limpo, permitindo que o pré-amplificador da sua interface trabalhe em sua zona de conforto.

5. Aplicações Profissionais: Onde o RE20 Brilha de Verdão
O Electro-Voice RE20 (uso 9) não é apenas um microfone de voz; sua neutralidade e alta tolerância a SPL o tornam um dos microfones mais versáteis do estúdio.
5.1. Voz e Broadcast:
- Rádio FM e Podcast: Seu uso mais famoso. O Variable-D® permite que o apresentador se incline para a frente ou se afaste sem que o tom grave da voz mude, garantindo consistência no ar.
- Locução (Voice-over): Por ser neutro e ter excelente rejeição de ruído, ele é ótimo para locução em ambientes domésticos ou de escritório.
5.2. Aplicações Musicais Insubstituíveis:
- Bateria – Bumbo (Kick Drum): O RE20 é um dos microfones de bumbo mais amados pela clareza e ataque que ele captura. Sua resposta de graves é firme e não “lameada” (muddy), o que o torna ideal para bumbos que precisam de definição.
- Metais e Sopros (Brass): O RE20 é um padrão para gravar saxofones, trompetes e trombones. Sua capacidade de lidar com altos SPLs evita distorção, e sua resposta de frequência captura o brilho sem o som estridente.
- Amplificadores de Guitarra/Baixo: Sua neutralidade o torna excelente para capturar o som real do seu amplificador, sem coloração excessiva, diferente de um SM57, que adiciona mais caráter.
Tabela de Prós e Contras do Electro-Voice RE20
| Prós (Pontos Fortes) 👍 | Contras (Pontos a Considerar) 👎 |
| Tecnologia Variable-D®: Elimina o Efeito de Proximidade (o maior diferencial). | Preço: É um microfone premium e um investimento inicial considerável. |
| Consistência Tonal: O som permanece o mesmo, mesmo com mudanças de distância (ótimo para amadores e iniciantes). | Ganho (Gain Hungry): Como a maioria dos microfones broadcast, requer um pré-amplificador inline (booster) de qualidade. |
| Extrema Versatilidade: Funciona perfeitamente em voz, bumbo, metais e amplificadores. | Não é Esteticamente “Discreto”: É um microfone grande, que pode ser intrusivo em vídeos de streaming. |
| Construção Lendária: Chassi robusto em aço; feito para durar décadas. | Acessórios (PSM1): O shock mount externo, essencial para isolamento total, é vendido separadamente. |
| Som Neutro e Profissional: Resposta de frequência limpa e clara, sem coloração excessiva. | Padrão Polar Fixo: Não é ideal para entrevistas com várias pessoas em um único microfone. |
FAQ – Perguntas Frequentes sobre o Electro-Voice RE20
1. O Electro-Voice RE20 precisa de um Cloudlifter ou FetHead?
Embora o Electro-Voice RE20 (uso 10) seja um pouco menos “faminto” que o Shure SM7B, a resposta curta é: Sim. Para alcançar a qualidade de áudio de rádio com piso de ruído zero, você precisa de um pré-amplificador inline para adicionar os +20dB a +25dB de ganho limpo que sua interface de áudio padrão não consegue fornecer sem introduzir chiado.
2. O RE20 é um microfone USB?
Não. O RE20 é um microfone XLR. Ele foi projetado como uma ferramenta profissional de áudio e deve ser conectado a uma interface de áudio com capacidade de fornecer Phantom Power (para alimentar o Cloudlifter/FetHead).
3. O RE20 é melhor que o Shure SM7B?
Não é melhor, é diferente e mais fácil de usar. O RE20 é mais neutro e perdoa mais as mudanças de distância graças ao Variable-D®. O SM7B é mais escuro, tem mais “caráter” e exige uma técnica de microfone mais rigorosa (falar sempre a 1-2 cm de distância). A escolha é uma questão de preferência pessoal e estilo de locução.
4. Por que o RE20 é tão popular em instrumentos musicais?
Sua neutralidade e seu design Variable-D® permitem que ele seja colocado muito perto de fontes de som potentes (como a boca de um bumbo ou o sino de um trombone) sem que o som fique embolado. Ele captura o grave e o corpo do som sem a distorção que afetaria outros microfones.
5. Por que o RE20 é tão grande?
O tamanho é uma necessidade técnica. O design da cápsula, do mecanismo interno de suspensão e, crucialmente, os tubos internos necessários para que a tecnologia Variable-D® funcione, exigem um corpo de microfone maior do que o tradicional.
Conclusão: Um Investimento em Consistência
O Electro-Voice RE20 não é uma tendência. É um legado. Sua longevidade na indústria de rádio é a prova de que sua tecnologia patenteada Variable-D® resolve um dos problemas mais universais e persistentes do áudio: a inconsistência.
Se você está montando um estúdio de podcast profissional, ou se deseja um microfone que possa ser usado igualmente bem para voz de rádio e para bumbo de bateria, o Electro-Voice RE20 é um investimento no longo prazo. Ele exige um setup de áudio apropriado (booster, interface), mas a recompensa é um som limpo, consistente e uma versatilidade lendária. Não é apenas o microfone que soa bem; é o microfone que soa bem, independentemente de quão perto ou longe você esteja dele.
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Arthur Martins é o fundador do Microfone Certo e especialista em equipamentos de áudio. Com anos de experiência prática, sua missão é analisar e simplificar o universo dos microfones, ajudando você a fazer a escolha certa para suas gravações, transmissões ou projetos.
